Por que a gestão estratégica de pessoas é importante dentro da empresa?

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De tempos em tempos, novos conceitos surgem para nortear o trabalho do RH. Atualmente, a ideia de uma gestão estratégica de pessoas está em voga. No entanto, não pense que essa é apenas uma expressão que não muda a realidade do setor. Trata-se de uma verdadeira transformação na forma de administrar o capital humano.

Neste artigo, vamos compartilhar com você quais são os pilares desse novo modelo de gestão de pessoas e qual é o impacto que ele pode causar no cenário corporativo. Continue a leitura e entenda melhor esse assunto.

Qual é a necessidade de um olhar estratégico no RH?

Se pensarmos nos setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal anos atrás, vamos notar que eles eram estritamente burocráticos, focados nos processos administrativos que permeavam a chegada, estadia e saída de funcionários da empresa. Cada gestor tinha sua iniciativa pessoal para lidar com sua equipe e torná-la produtiva e satisfeita.

No entanto, o cenário das organizações mudou completamente. Vemos uma alta competitividade no mercado e uma necessidade latente de que cada corporação consiga atrair e manter os melhores talentos atuando em alta performance.

É a partir dessas transformações que surge o conceito de gestão estratégica de pessoas. Trata-se de priorizar um olhar mais aprofundado sobre o capital humano, buscando valorização dos profissionais e o aumento do engajamento e do bem-estar relacionado ao trabalho.

Só com essa visão que coloca pessoas à frente de lucros a empresa consegue driblar os desafios atuais de mercado e se destacar como uma marca empregadora atrativa para os profissionais.

Quais são os pilares da gestão estratégica de pessoas?

Quer saber como implementar um mindset de gestão estratégica de pessoas em sua organização? Então, veja alguns pilares desse movimento.

Treinamento e desenvolvimento

Como falamos, a valorização do capital humano é uma questão central da gestão estratégica de pessoas. Uma das formas da sua empresa colocar isso em prática é investindo em treinamento e desenvolvimento.

Essa iniciativa funciona como via de mão dupla. Por um lado, colaboradores entendem que a organização está investindo em sua capacitação; eles se sentem mais motivados para atuar e satisfeitos com seu próprio crescimento.

Por outro lado, a corporação é amplamente beneficiada por esse movimento, já que passa a contar com pessoas muito mais capacitadas nas equipes. Os funcionários se tornam mais criativos e prontos para novos desafios.

Dessa forma, cabe à gestão de pessoas apostar em treinamentos que não estejam focados apenas nas habilidades técnicas, mas também nas competências socioemocionais, que são cada vez mais requisitadas no ambiente organizacional.

Comunicação efetiva

Mais um pilar desse novo modelo de gestão é a qualidade da comunicação dentro da empresa. Se fizermos uma análise criteriosa, vamos notar que muitos dos conflitos que enfraquecem o clima organizacional e deixam colaboradores insatisfeitos estão relacionados a uma comunicação que não é efetiva.

Ausência de regras, falta de clareza nos direcionamentos da liderança, pouco espaço para opiniões e sugestões, ausência de feedback, comportamentos que impulsionam a disseminação de fofocas — todas essas práticas trazem danos à harmonia nas equipes.

Principalmente lidando com novas gerações de profissionais que sentem o desejo de serem ouvidos pelas instituições em que atuam, a gestão deve trabalhar para fomentar um espaço onde a comunicação seja possível. Além disso, ela precisa ser horizontalizada, ou seja, todos devem ter voz ativa.

Liderança motivadora

Imagine recrutar os melhores talentos do mercado para formar uma equipe mas não contar com uma liderança que esteja alinhada a esse perfil ou pronta para conduzir os profissionais para o sucesso?

Esse é o tipo de problema que acontece quando não se tem uma visão de gestão estratégica de pessoas. Com isso, os colaboradores ficam desmotivados, os conflitos aumentam por falta de concordância e os resultados não aparecem.

O líder da gestão moderna deve ser inspirador, como um espelho para sua equipe. Além disso, ele deve ser um grande motivador de pessoas, entendendo o perfil de cada integrante do time e extraindo o melhor de cada profissional.

Trabalho em equipe

A gestão estratégica de pessoas também tem uma preocupação especial com o trabalho em equipe. Afinal, percebeu-se nos últimos anos que fomentar a competitividade excessiva não trazia resultados positivos para os times de talentos. Os colaboradores ficavam frustrados e os conflitos interpessoais aumentavam nesse cenário.

A verdadeira força está na integração dos membros de uma equipe; por isso estratégias de team building (construção de times) têm sido uma das prioridades do RH atual. Nisso, a comunicação tem papel fundamental, já que incentivar práticas como feedback, empatia e comunicação não violenta ajuda a criar um ambiente de trabalho mais saudável e harmônico.

Otimização do recrutamento

Mais do que cuidar do bem-estar e do desenvolvimento do capital humano da empresa, a gestão estratégia de pessoas também tem a responsabilidade de recrutar profissionais com um olhar mais criterioso.

A otimização do recrutamento e seleção consiste em buscar candidatos que estejam mais alinhados com a marca empregadora, observando fatores que vão além dos conhecimentos técnicos. É preciso selecionar com base também em competências socioemocionais, fit cultural e perfil comportamental.

Ao contratar com esses critérios, a gestão aumenta as chances de contar com um bom desempenho dos candidatos na empresa. Eles vão ter melhor integração na equipe em que forem inseridos, e as possibilidades de retenção e satisfação aumentarão.

Quais são os benefícios de implementar uma gestão mais estratégica?

A gestão moderna precisa estar atenta para questões como a alta competitividade de mercado, os conflitos geracionais e os impactos da transformação digital. Com isso, o único caminho é se atualizar e aderir a uma gestão estratégica de pessoas.

Considerando que as ferramentas digitais permitem ao RH e ao DP a automação de inúmeras tarefas, hoje esses setores têm mais liberdade para uma atuação analítica e focada totalmente em pessoas.

Outro benefício desse modelo de gestão é melhorar o desempenho de indicadores tão importantes para o sucesso do negócio. Os índices de produtividade e satisfação, por exemplo, aumentam em virtude da valorização dos profissionais. Enquanto isso, as métricas de rotatividade diminuem, juntamente com o custo por contratação, já que o recrutamento é mais pontual e otimizado.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a perceber a necessidade de uma gestão estratégica de pessoas para as organizações. É claro que, nesse contexto, o gestor de RH tem um papel fundamental para implementar essas mudanças e conduzir esses processos de melhoria e crescimento.

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