Governança de TI: o que é, como funciona e boas práticas

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Nos negócios de hoje em dia, as soluções digitais são determinantes para promover aumentos de performance e manter a competitividade. Por isso, a governança de TI — que promove o alinhamento entre estratégia e tecnologia — se transformou em uma prioridade para quem deseja resultados.

Encontrar uma boa sinergia entre a visão da empresa e as soluções digitais é o ponto de virada em muitos empreendimentos. Integrar sistemas, garantir a segurança da informação, ter softwares amigáveis aos usuários e outros objetivos podem ser facilitados pela governança.

Então, se você ainda não adota esse modelo de trabalho ou quer melhorar as práticas internas, continue a leitura deste conteúdo. Nele, trazemos as principais informações sobre o tema para orientar o seu estudo e ajudar na melhoria dos processos da sua empresa!

O que é governança de TI?

O Dicionário Cambridge conceitua governança como a “forma pela qual as organizações e os países são gerenciados no mais alto nível e os sistemas para fazer isso”, em tradução livre. Por sua vez, um sistema seria um “grupo de partes ou equipamentos conectados que funcionam em conjunto”, ou seja, algo bastante familiar se observarmos o funcionamento de uma empresa.

Uma organização precisa ter suas partes alinhadas para trabalharem em conjunto e concretizarem a visão dos idealizadores. Para isso, definimos estratégias, políticas e normas que estabelecem a moldura dentro da qual cada unidade pode agir.

Nesse sentido, o que chamamos de governança de TI é não apenas a aplicação do conceito ao setor, mas principalmente a criação de uma estrutura interna para trabalhar lado a lado com a governança corporativa, de modo aderente à estratégia de negócios. Disso nascem normas, políticas e mecanismos de controle especializados para melhorar processos e serviços relacionados à tecnologia.

Qual é a importância da governança de TI?

Em muitas empresas, esse governo interno não é algo pensado e compatível com as práticas das melhores organizações. Consequentemente, falta direcionamento, e as unidades operacionais agem por contra própria frequentemente com divergências e conflitos. É como se um navio dependesse de comportamentos espontâneos dos marinheiros, em vez de ter um rumo claramente definido pelo capitão.

Montar uma estrutura de governança de TI significa adotar ou criar padrões adequados para oferecer o rumo. Busca-se o que pode minimizar riscos, aumentar o desempenho, favorecer a estratégia de negócios etc., transformando esse conhecimento em diretrizes internas para ditar o caminho a ser seguido pela gestão do departamento.

Ademais, as normas e políticas serão responsáveis por mudanças nos sistemas. Os processos terão de ser redesenhados para se ajustarem aos padrões de qualidade, novas competências serão exigidas dos colaboradores, a escolha dos softwares de gestão passará por critérios mais rigorosos e assim por diante.

Imagine, por exemplo, que a empresa deseja se adequar à LGPD. Nesse caso, os responsáveis pela gestão de pessoas só podem capacitar dentro das diretrizes de governança. Haverá liberdade para definir o tipo de capacitação, a metodologia de ensino, os dias e horários, mas jamais para incentivar práticas inadequadas de segurança da informação.

Resumidamente, ao definir ações concretas a serem implementadas (políticas) e estabelecer limites para as ações individuais e setoriais (normas), a governança de TI traça o rumo da empresa em relação aos serviços de tecnologia.

A partir de então, clientes, colaboradores, parceiros e demais pessoas que interagem com a organização, bem como os resultados empresariais são afetados. E, quando as diretrizes favorecem a estratégia de negócios, o setor se transforma em uma vantagem competitiva.

Para que ela serve?

A governança de TI promove transformações na realidade da empresa, isto é, não é algo meramente teórico, mas uma estrutura interna capaz de promover melhorias concretas.

A seguir, veja alguns exemplos do que pode ser feito com boas práticas nessa área.

Definir processos

Um bom governo interno ajuda a empresa a definir processos com maior grau de maturidade, ou seja, que estejam alinhados com a estratégia de negócios e incorporem os padrões de excelência adotados pelas melhores organizações.

Garantir transparência e credibilidade

Entre as políticas e normas, destacam-se também as diretrizes relacionadas a accountability e compliance. O primeiro conceito diz respeito à prestação de contas para as partes interessadas, como acionistas, clientes, colaboradores, sócios e órgãos públicos, enquanto o segundo está relacionado à conformidade com normas legais e regulamentares.

Consequentemente, a empresa promoverá melhorias com impacto em sua credibilidade, o que se reflete em valor de mercado, atributos de marca e facilitação do acesso a investimentos e crédito.

Atribuir responsabilidades de TI

Uma terceira característica é definir qual é o papel de cada componente dentro do departamento e, até mesmo, dos demais colaboradores. A atribuição pode ser algo mais operacional, como seguir certos padrões de compliance, ou mais estratégico, como o modo de gerir e a definição de objetivos a serem perseguidos pelos líderes.

Melhorar os serviços

O setor de tecnologia da informação é responsável por uma série de serviços. Nesse sentido, cabe à governança direcionar os esforços para aumentar o valor entregue, bem como para manter as práticas atualizadas para responder às mudanças.

Como aplicar na sua empresa?

Agora que você já entende o papel da governança de TI, trouxemos algumas práticas que podem ser implementadas para melhorar o desempenho nessa área. Elas não excluem a busca por auxílio especializado para criar uma estrutura interna, mas podem contribuir bastante e produzir resultados imediatos. Confira!

Defina indicadores

Comece com a definição e o acompanhamento de métricas para identificar pontos de melhoria, como custo do serviço por usuário, tempo de disponibilidade dos serviços, quantidade de problemas detectados por mês e produtividade dos colaboradores.

Crie políticas de segurança

Outra melhoria importante é criar códigos e diretrizes para os usuários dos serviços, ou seja, quais boas práticas devem ser adotadas para evitar a violação de dados pessoais e empresariais. O documento tem tanto a finalidade de gerar advertências como de ensinar os comportamentos adequados.

Treine a equipe

Verifique também quais são as principais deficiências em termos de conhecimento, habilidades e atitudes dos colaboradores. Depois disso, promova treinamentos e distribua materiais educativos tanto para melhorar a produtividade ao usar os serviços de TI como para evitar violações de dados.

Avalie os fornecedores

Um passo igualmente relevante é verificar se os fornecedores de tecnologia da empresa atendem às necessidades definidas pela governança de TI. Os softwares disponíveis facilitam a integração entre setores, melhoram o desempenho de processos, garantem a segurança da informação, reduzem custos e efetivamente contribuem para a produtividade dos colaboradores?

Gerencie riscos

Por fim, mapeie os riscos existentes, definindo medidas para minimizá-los ou responder a emergências. É um papel estratégico porque, atualmente, praticamente toda a informação sobre as empresas está armazenada em meios digitais. Além disso, os softwares são vitais para o funcionamento dos processos, o que exige um cuidado especial com violações.

Vale ressaltar que, em todos os exemplos apresentados, o trabalho também abrange a fiscalização e o monitoramento das atividades para conquistar os resultados. Afinal, não adiantaria definir diretrizes se não houvesse consequências e incentivos.

Não por acaso, é importante contar com uma tecnologia que centralize as informações e permita a visualização de todos os processos. A partir de um bom ERP, os gestores serão capazes de coletar dados e tomar decisões embasadas, melhorando a capacidade de ditar os rumos da empresa.

Sendo assim, se você se interessou pela governança de TI, priorize os investimentos em tecnologia para facilitar a implementação das diretrizes e acompanhar a execução daquilo que foi planejado, realizando correções sempre que necessário.

Para entender como tomar decisões baseadas em dados, acesse nosso conteúdo específico sobre o tema e complemente sua leitura!

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