Uso da nuvem e a nova lei de proteção de dados

6 minutos para ler

Em um cenário em que o uso de informações é cada vez mais importante para as empresas, a nova lei de proteção de dados surgiu com a finalidade de regulamentar o uso de tais informações. Isso foi feito para impedir que os dados de terceiros sejam captados ou utilizados de modo indevido.

Para alcançar esse objetivo, a Lei Geral de Proteção de dados (LGPD) criou uma série de regras para orientar as companhias a respeito do modo como elas devem tratar as informações de indivíduos registradas em seus sistemas.

Embora a nova lei, de fato, tenha o potencial de aumentar a segurança, tanto para as companhias quanto para seus clientes e usuários, é necessário considerar que sua implementação exige que as empresas se atualizem. Uma tarefa que tende a ficar muito mais simples por meio de tecnologias como a computação em nuvem.

Levando esse fato em consideração, produzimos este conteúdo com informações a respeito das vantagens da nuvem para companhias que querem se adequar à LGPD! Leia o artigo e confira!

Proteção de dados contra ataques

Segundo a nova lei de proteção de dados, passa a ser de responsabilidade da empresa que registrou informações a tarefa de protegê-las e impedir que sejam corrompidas, ou que vazamentos façam com que elas cheguem a indivíduos maliciosos.

A grande questão é que, mesmo com o avanço da tecnologia e das soluções em proteção de dados, as pessoas e organizações maliciosas continuam se atualizando para acessar, de forma indevida, arquivos que deveriam ser restritos.

Neste contexto, empresas de menor porte, sem a capacidade de alocar grandes recursos na implementação de sistemas mais robustos, acabam ficando em uma situação de desvantagem. Felizmente, a nuvem surge como uma solução para este problema.

Isso ocorre porque as companhias responsáveis pelo armazenamento e computação em nuvem são altamente especializadas na proteção de dados. Além disso, elas contam com uma série de soluções em segurança. Como exemplos, podemos citar as seguintes:

  • rotinas de backups frequentes;
  • sistemas eficientes de firewall;
  • soluções em criptografia;
  • capacidade de armazenar cópias dos dados em diferentes servidores ao redor do mundo.

Por fim, é importante ressaltar que os profissionais contratados por essas companhias são altamente qualificados e experientes. Na prática, isso significa que, ao fazer uso do armazenamento em nuvem, uma empresa tem acesso a profissionais de TI altamente especializados sem precisar arcar com seus salários!

Mecanismos para controle de acesso aos dados armazenados

Um dos pontos mais marcantes a respeito da nova lei de proteção de dados é conferir às companhias a responsabilidade de impedir o acesso de pessoas sem a devida autorização aos dados que foram confiados a elas.

Além de a nuvem ser mais segura, ainda surge como uma solução inteligente para este problema. Isso acontece porque as empresas especializadas nesse serviço fornecem diversas funcionalidades para a criação de perfis e autorização de acesso, delimitando fatores como:

  • os indivíduos que podem acessar informações;
  • as informações que podem ser conferidas por cada indivíduo;
  • os horários em que as informações podem ser acessadas;
  • os dispositivos, os locais e até mesmo os IPs em que o indivíduo pode acessar as informações armazenadas.

Tais características reduzem drasticamente as chances de que pessoas sem devida autorização sejam capazes de visualizar os dados registrados pela empresa. Além disso, o sistema cria um registro que aponta tanto o horário em que os dados foram acessados quanto a pessoa que realizou esse acesso. Isso abre espaço para que, em caso de vazamento, os responsáveis sejam identificados com mais facilidade.

Mapeamento dos dados armazenados

Outra característica importante da Lei Geral de Proteção de Dados, que deve receber atenção especial das empresas sujeitas a ela, é a determinação de que o indivíduo tem total controle sobre os seus dados. Na prática, isso significa que, se ele assim desejar, a empresa em questão precisa realizar ações como as seguintes:

  • informar, de forma clara ao indivíduo, quais de seus dados estão registrados em seus sistemas;
  • apontar o modo como informações pessoais estão sendo utilizadas;
  • explicar onde suas informações estão sendo registradas e os serviços de proteção que elas têm recebido;
  • realizar a portabilidade dos dados do usuário para outra empresa, se ele solicitar;
  • se solicitado, apagar todos os dados pessoais do indivíduo.

A grande questão é que, por mais organizada que seja a empresa, ter um controle tão abrangente sobre as informações para atender às demandas de seus usuários é uma tarefa complexa, a qual pode exigir muito tempo.

Os serviços de armazenamento e computação em nuvem, por sua vez, simplificam essa tarefa porque, ainda que existam cópias dos dados em diversos servidores ao redor do mundo por questões de segurança, eles podem ser acessados de maneira centralizada. Além disso, esses serviços costumam fornecer funcionalidades e aplicações de rastreio, que tornam a identificação de dados específicos mais ágil, reduzindo assim o tempo de espera do usuário.

Alertas de incidentes e emergências

A Lei Geral de Proteção de Dados exige que, em situações em que os dados administrados pela empresa sejam vazados ou corrompidos, podendo causar danos para seus donos, ela deve informar em tempo hábil o ocorrido à Autoridade Nacional de Dados.

O problema é que, sem um sistema robusto, a companhia pode levar muito tempo para identificar a falha de segurança e, assim, ultrapassar os prazos estipulados pela lei, o que poderia acarretar sanções.

Felizmente, o armazenamento em nuvem também surge como uma solução para este problema! Isso ocorre porque as empresas que prestam este serviço costumam implementar medidas de monitoramento bem completas, o que lhes permite identificar falhas em períodos mais curtos e relatá-las a companhia que contratou seus serviços.

Desse modo, ao optar pela nuvem, uma empresa se torna capaz de comunicar qualquer erro à Autoridade Nacional de Dados mais rapidamente.

Por fim, embora a nuvem tenha o potencial de otimizar a adequação de companhias à nova lei de proteção de dados, é importante que os gestores da empresa considerem que a computação e o armazenamento em nuvem são serviços. Isso significa que a seleção da companhia prestadora deve ser feita com o devido cuidado, para que erros em sua implementação sejam evitados.

Depois de ler este artigo, você entende a relação entre a nuvem e a nova lei de proteção de dados? Assine nossa newsletter e adquira mais conhecimentos úteis para a gestão de seu negócio!  

Posts relacionados

Deixe um comentário