Saiba quanto custa um funcionário

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A contratação de um profissional vai além do gasto com o salário. O empregador também precisa arcar com os benefícios, além dos encargos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para registro desses colaboradores. É indispensável que o empresário e o profissional de RH saibam quanto custa um funcionário, para que consigam fazer um bom planejamento de equipes que não afete a saúde financeira da empresa.

Neste post, vamos detalhar quais são esses benefícios e encargos e dar uma visão muito mais clara do que a empresa deve arcar ao contratar um empregado. Se você quer se aprofundar no assunto, continue a leitura!

Como calcular os custos de um colaborador?

Para entender quanto custa um funcionário contratado em regime CLT para a empresa, é necessário levar em consideração o regime de tributação no qual a empresa está inscrita, os valores de salários e benefícios e os encargos sociais previstos em lei.

Regime tributário

Como foi dito, o valor de um funcionário varia de acordo com o regime de tributação escolhido pela empresa. O negócio pode ser inscrito no Simples Nacional, no Lucro Real ou no Lucro Presumido. Para cada categoria, há a incidência de encargos diferentes.

Simples Nacional

Empresas com renda bruta de até R$4.800.000,00 ao ano podem aderir ao Simples Nacional e recebem redução em alguns impostos e isenção em outros.

As porcentagens previstas são:

  • FGTS: 8%
  • Fração de férias: 11,11%
  • Fração do 13° salário: 8,33%
  • Provisão mensal do FGTS: 4%
  • Previdenciário (férias, FGTS e descanso semanal remunerado): 7,93%

Lucro Real e Lucro Presumido

Para organizações que não aderiram ao Simples Nacional, a contratação sofre o acréscimo de mais alguns encargos:

  • FGTS: 8%
  • Fração de férias: 11,11%
  • Fração do 13° salário: 8,33%
  • FGTS/Provisão mensal de multa para rescisão: 4%
  • Previdenciário (férias, FGTS e descanso semanal remunerado): 7,93%
  • INSS: 20%
  • Seguro Acidente de Trabalho: 3%
  • Salário Educação: 2,5%
  • Alíquota de terceiros: 3,3%

Benefícios

Além dos encargos previstos por lei, devem ser incluídos na conta os benefícios — sejam eles obrigatórios ou não. Muitas empresas optam por ceder vale-refeição ou vale-alimentação (em alguns casos, os dois).

Nos gastos com transporte, é importante lembrar que a organização pode descontar até 6% do salário para amortizar esses custos.

Já o auxílio-alimentação, para algumas categorias, é determinado pelo sindicato, em convenção coletiva. Para esse custo, o trabalhador arca com 20% do valor gasto em alimentação.

Além disso, vale ressaltar outras despesas que podem ser necessárias, como o plano de saúde, seguro de vida, uniformes e treinamentos para capacitação, por exemplo.

Outros custos

A empresa também deve prever outros custos que podem surgir durante o período em que o trabalhador está sob contrato, como a licença-maternidade ou paternidade, ou ainda afastamentos por doença.

Essas ausências correspondem a 1% do custo, com encargos de mais 3,5%. Para isso, é interessante que a organização faça uma provisão para que não seja pega de surpresa.

Quando pensamos em todos os gastos que envolvem a contratação de um funcionário, percebemos a importância de um planejamento financeiro para o setor de RH visando cobrir esses valores para que não haja nenhum problema com os pagamentos. Ocorrências legais trabalhistas também podem surgir, por isso, saber quanto custa um funcionário e se organizar para lidar com esses gastos é indispensável.

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